"Se esse crime for cometido, será denunciado ao órgão eleitoral, e os órgãos competentes", afirma membro do tribunal. // Reprodução

Rondônia O membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gustavo Ávila, fez um alerta aos apoiadores do ex-presidente da Bolívia Evo Morales sobre ameaça de queima das urnas nas eleições marcadas para 17 de agosto. O cocalero teve sua candidatura rejeitada.

“Se esse crime for cometido, será denunciado ao órgão eleitoral, e os órgãos competentes, como o Ministério Público e o Judiciário, terão que agir oportunamente”, disse, ao ser questionado por jornalistas sobre a ameaça de apoiadores de Morales.

Segundo ele, a Lei do Regime Eleitoral, ou Lei 026, prevê votos válidos, em branco e nulos.

A legislação também estabelece que a destruição das urnas, com pena de um a três anos de prisão, podendo ser dobrada se for cometida por um funcionário público.

Ávila reforçou que os eleitores podem optar por qualquer voto.

“A única coisa que adicionamos às contagens departamentais e depois à contagem nacional é o voto válido que determina quem venceu uma eleição, ou qual representante ou senador recebe uma cadeira”, acrescentou.

As eleições de agosto também definirão a composição do Congresso boliviano de 2025 a 2030.
Ameaça de cocaleros

Em reunião presidida por Morales, há duas semanas, líderes sindicais defenderam “queimar” as urnas para que a eleição não ocorra sem o ex-presidente.

Os cocaleros alertaram repetidamente que impedirão a realização do pleito.

Em junho, eles bloquearam vias de Cochabamba, reduto de Morales, e de outras regiões do país.

Pesquisas

Levantamento Ipsos-Ciesmori divulgado, em 15 de julho, aponta o empresário Samuel Doria Medina, líder da coalização de centro-direita, como favorito na corrida presidencial da Bolívia.

Ele aparece com 18,7% das intenções de voto contra 18,1% do ex-presidente Jorge Quiroga, também opositor do atual governo de Luis Arce e do partido Movimento ao Socialismo (MAS).

Somente em terceiro lugar figura o presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, apoiado pelo partido governista, com 11,8%.

Já Eduardo del Castillo, também candidato pelo MAS, somou 2,3% das intenções.

Fonte: O ANTAGONISTA