Profissional teve seu escritório metralhado e se queixa do silêncio da OAB

Rondônia – O cenário de insegurança no exercício da advocacia criminal atingiu um novo ápice no estado. O Dr. Chediak, um dos nomes mais expressivos do setor, estuda abandonar a carreira após uma escalada de violência e o que classifica como um "silêncio ensurdecedor" das instituições de classe.

Um Histórico de Violência e Impunidade

O anúncio ocorre após anos de episódios críticos que, segundo o jurista, estão diretamente ligados à sua atuação profissional. Recentemente, o advogado protocolou uma delatio criminis junto às autoridades competentes, detalhando um histórico de ameaças e atentados.

O caso mais recente, ocorrido em abril de 2026, deixou marcas visíveis: a fachada do escritório Chediak Advogados foi alvo de disparos de arma de fogo. Imagens do local mostram a estrutura metálica perfurada e a porta de vidro frontal completamente estilhaçada.

"Infelizmente, a Ordem tem se envolvido cada vez mais em questões estranhas à advocacia e se dedicado cada vez menos à defesa efetiva dos advogados", afirmou uma fonte ligada ao escritório, sob condição de anonimato.

Reincidência e Omissão

Esta não é a primeira vez que o advogado é alvo de intimidação pública. Em dezembro de 2022, um vídeo circulou nas redes sociais mostrando um indivíduo dentro de um veículo apontando uma arma de fogo contra a placa do escritório, enquanto realizava gestos associados a facções criminosas.

Apesar da repercussão na mídia local e da formalização das denúncias, o sentimento no entorno do criminalista é de abandono institucional. Entre as principais queixas, destacam-se:a falta de apoio da OAB-RO (a seccional rondoniense não emitiu notas públicas de desagravo ou apoio); e a inércia investigativa (não houve avanço concreto na identificação ou punição dos responsáveis pelos atentados).

Vulnerabilidade Profissional: A ausência de cobrança oficial por parte da Ordem junto aos órgãos de segurança pública teria agravado o risco à vida do profissional.

Impacto no Meio Jurídico

A possível saída de Jackson Chediak da advocacia criminal acende um alerta sobre as garantias constitucionais e as prerrogativas dos advogados no estado. Para interlocutores do meio jurídico, a situação evidencia uma crise de representatividade, onde o profissional se vê desprotegido ao exercer seu múnus público.